Text 12 Feb lua

quando eu era pequena ligava nomes a formas geométricas, o meu era um circulo, o da minha mãe era tipo um labirinto meio torto, o do meu pai um quadrado. eu desenhava as formas como representação das pessoas. e cada forma tinha uma cor especifica também.
fui crescendo e perdendo o habito de dar formas as pessoas, mas as cores sempre se mantiveram, a partir do momento que eu conhecia alguém ela começava a ganhar tonalidades na minha cabeça.
então eu conheci uma menina, essa era diferente, porque ela não tinha cor, mas ela tinha cheiro e tinha melodia. uma melodia que me embalava e um cheiro doce que me drogava, que me deixava viciada. enquanto eu esperava por ela na porta de casa ia sentindo o cheiro dela cada vez mais forte, como se eu soubesse que ela vinha se aproximando de mim.
com o tempo ela ganhou um gosto também. mas nunca cor.
era óbvia a paixão, era inevitável, era cega. e dava medo. como dava medo. eu tava me apaixonando por uma pessoa sem cor, algo totalmente diferente do que eu conhecia, mas algo tão doce e envolvente que qualquer força contraria era nula.
a menina foi virando mulher, e a melodia mudando, o cheiro já não era tão doce mais, e o meu paladar acostumando com o gosto. em um sábado meu coração foi quebrado pela voz mais linda que eu já ouvi em toda minha vida.
hoje ela tem forma e tem cor.
será que ela sempre teve mas eu nunca quis ver? ou será que ela foi tomando forma aos poucos?
de que adianta pensar nisso agora?

ela tem a forma de uma lua minguante, aquela do sorriso do gato da alice, branca.

nossa, como eu amava ela.

Photo 5 Jan

(Source: neverkillthevibe)

Photo 6 Dec that

that

Video 6 Dec
Photo 2 Dec
Photo 25 Nov

(Source: the-dirty-doll)

Photo 25 Nov

(Source: trendgraphy)

Photo 19 Nov

(Source: completamentetuo)

via Oliva.
Video 17 Nov

Shots by Ukrainian photographer Ruslan Lobanov

(Source: mmiummiu)

Photo 17 Nov

(Source: noimnotthatgirl)

via springtime.

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